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Sem Bloody August | Sorcerous Stabber Orphen #1 e 2

por KzArashi
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Sem Bloody August ainda é Sourcerous Stabber Orphen?

Esta é a nova adaptação para anime, da série de light novelsSorcerous Stabber Orphen“. Tendo estreado em 7 de janeiro de 2020, a nova série produzida pelo Studio Deen, chega para comemorar o 25º aniversário da light novel original. —Infelizmente até a data de publicação deste artigo, nenhum serviço de streaming está oficialmente distribuindo a série para o Brasil.

Com direção de Takayuki Hamana, Reiko Yoshida na composição de série e Takahiko Yoshida no designe de personagens. Sorcerous Stabber Orphen 2020 traz de volta Showtaro Morikubo, reprisando o papel do protagonista Orphen.

  • Gêneros: Anime, Ação, Aventura, Fantasia, Artes Marciais, Magia, Drama
  • Duração média por episódio: 24 minutos
  • Demografia: Shonen (Meninos entre 12 e 18 anos)


Sorcerous Stabber Orphen - Light Novel Volume 1Showtaro Morikubo é o único membro do elenco a participar das 3 adaptações. As duas séries em animes anteriores, foram produzidos pelo estúdio J.C Staff. Tendo a primeira, Soucerous Stabber Orphen, sido exibida em 1998, com 24 episódios. E a segunda série, Soucerous Stabber Orphen Revenge, foi exibida em 1999, com 23 episódio

A light novel original, “Sorcerous Stabber Orphen: The Wayward Journey” (Majutsushi Orphen Hagure Tabi), de Yoshinobu Akita foi lançada em 1994 com ilustrações de Yuuya Kusaka.  Tendo sido compilada em 20 volume, a Light Novel teve várias sequências e spin-offs, além de adaptações para manga e as já citadas séries de anime.

 SINOPSE

Orphen é um feiticeiro poderoso que abandonou a prestigiada Tower of Fangs. Ele está em uma jornada para salvar sua irmã Azalie e devido a certas circunstâncias acabou se estabelecendo na movimentada cidade de Totokanta. Aqui eles se reencontram pela primeira vez em cinco anos. Mas qual é a verdade por trás de sua monstruosa transformação, e quais segredos estão por trás da Espada dos Baldanders…?

Sorcerous Stabber Orphen 2020

Confira a seguir, minha analise dos episódios 1 e 2. E minhas primeiras impressões da série:

Episódio 1 – Um Vestígio do Passado

Episódio 2 – A Torre das Presas

Aqui preciso deixar claro que, não li a light novel e nem o mangá da obra. Assisti a primeira adaptação para anime, de 1998. Mas, pela sinopse da light novel original, me parece que este anime de 2020 se aproxima mais da obra original, em alguns aspectos e partes da trama.

O episódio 1 começa com um flashback do que é a tragédia, que move a trama do anime. Diferente da versão de 1998, onde isso não é revelado ao expectador. Fazendo com que as motivações do protagonista Orphen sejam mais misteriosas.

Nesta nova versão o protagonista também parece menos distante e atormentado. E o anime tem um tom muito mais leve. A animação também é muito mais brilhante, clara e colorida. Não se aproxima em nada do clima soturno e sombrio visto na de 1998. Ainda assim a nova adaptação parece tentar emular um estilo e clima dos anos 1990, inclusive na trilha sonora. Tudo tem um “Q”, tipo Yu Yu Hakusho. Acho que similar ao que foi feito na versão mais recente de Ushio to Tora

Mais cômico que dramático

Enquanto que a light novel  era voltada para o público de jovens adultos (Seinen). Este novo anime tem uma vibe mais shonen. Ele bem mais cômico e aventuresco, que a versão de 1998. Não trazendo tanto o senso de urgência, perigo e gravidade lá explícitos. 

Sem Bloody August

Orphen efrenta Bloody August no anime de 1998

Orphen efrenta Bloody August no anime de 1998

Aliás, para quem assistiu a versão de 1998, fica a sensação de um downgrade da ameaça. O dragão foi claramente nerfado e não parece nem um pouco ameaçador. Ao menos não como o da lenda de Bloody August, que também não foi mencionada em momento algum destes dois primeiros episódios da série de 2020. Sem Bloody August, sem o dragão ser nomeado Bloody August na história, quebra um pouco do mistério. Mas, afinal não tem mistério, né? Pois, o flashback no início do primeiro episódio já contou tudo.
Não dá para saber se foi por uma questão orçamentária. Sem ter lido a nóvel, também não sei se a versão anterior se tratava de liberdade artística do diretor. Mas, não ter a habilidade de rasgar o véu dimensional para se locomover, nem a manifestação de fantasmas prenunciando a sua chegada, tirou muito do climax das aparições do dragão.

Locutor Maldito!

Uma coisa que me incomodou, nestes dois primeiros episódios, foi o narrador. Não sei se faz parte desta tentativa de dar um ar de anime antigo. Mas, é até irritante ter um narrador repetindo exatamente o que eu claramente estou vendo acontecer na tela. Principalmente ao estar assistindo legendado, tendo de ler mais um segundo conjunto de linhas de texto, que não acrescentam em nada.
A locução deste narrador só faz em atrapalhas no clima das cenas. E dificultar a visualização dos detalhes da animação, quando a tela fica poluída de legendas.

Muitas coincidências

Claiomh EverlastingNão foi apresentada uma motivação para Orphen estar na cidade de Totokanta. E acabou parecendo coincidência demais que além de ele estar na mesma cidade, ele tenha ido parar na mesma Mansão onde estava guardada a Espada de Baldanders. Embora o esquema de Golpe do Baú, que levou ele junto com Volkan e Dortin até a mansão Everlasting conste da sinopse da light novel original. 
Talvez em 1998, o diretor e roteirista tenham visto que a história parecia forçada demais. E tentaram melhorá-la, ao fazer com que Orphen tivesse ido para a cidade sabendo da localização da espada. Tendo ficado de vigília por um ano, espreitando a mansão, aguardando a aparição do dragão. Fazendo até mais natural a forma como ele vem a conhecer a Claiomh Everlasting.

Conclusão

Sem Blood August | Sorcerous Stabber Orphen  #1 e 2Não não estou dizendo que o anime é ruim. Ele é divertido e relativamente bem animado. Sem ser uma obra prima.
Eu vou continuar assistindo e recomendo que você também veja. Só, deixe par ir atrás das adaptações anteriores depois que esta temporada terminar.
Grande parte de eu não ter aproveitado ainda mais os dois primeiros episódios se deve ao fato de ter visto a versão de 1998, que me parece muito mais épica e memorável. Se eu tivesse chego sem qualquer experiência prévia com a obra, teria aproveitado muito mais.

Eu até entendo as diferenças. Um anime naquele estilo e com aquele clima, seria muito mais complicado de ser feito e comercializado hoje em dia. Mesmo anime relativamente pesados e dramáticos como Made in Abyss, Madoka e Promised Neverland são feitos de forma a serem mais brilhantes e coloridos, se comparados à alguns animes dos anos 1990.
Sem falar que, se fosse feito hoje do jeito que em 1998, mesmo que mais claro e colorido. Sorcerous Stabber Orphen seria uma produção muito mais cara, necessitando muito mais orçamento do que deve ter.

Ou seja, tenho de assistir o próximos episódio de mente mais aberta.